Sou uma atriz que escreve. Uma jornalista que entrou para a faculdade por que gostava de pesquisar e escrever. Este projeto é para todos os que gostam de Cinema!

domingo, 19 de maio de 2013

Baby Jean


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pesquisa de Opinião

Olá, pessoal! Tudo bem?
Estou lançando uma frase dita por Marilyn Monroe e gostaria de saber a opinião de vocês:
"O corpo foi feito para ser visto e não escondido"

O que vocês acham desta frase? Concordam? Discordam? Deixem suas opiniões nos comentários!




sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

MYRNA LOY


Myrna Loy. Tantas coisas vem à mente quando surge este nome...a aura de elegância pode trazer uma sensação de arrogância e do ser inatingível. Porém, tudo isto se quebrava ao meio quando ela começava a falar, com sua voz suave, baixa tonalidade, a ponto de desejarmos que ela fosse um anjo. A "esposa perfeita" era o tipo de personagem com a qual ficou marcada. Qual o marido não gostaria de chegar em casa e encontrar tanto amor no olhar, na voz e nos gestos, exatamente da maneira que Myrna Loy inrterpretava? A perfeita companhia de Nora Charles e sua sede de aventuras,  Milly Stephenson e seu amor profundo pelo marido que volta da 2ª Guerra, Muriel Blandings e o sonho de ter uma casa nova e confortável, Ann e sua paixão pelo marido piloto de testes, Linda e a certeza que seu amado não a trocará pela secretária sexy...São tantos papéis motivo de deleite para os admiradores desta ruiva, bem como os inúmeros clássicos dos quais estes personagens fazem parte. Difícil tarefa colocá-los em um só texto. Nem é bom o atrevimento, porém a homenagem a alguns destes trabalhos torna-se um delicioso compromisso. Escrever sobre Myrna Loy pode ser tão leve como suas esposas refinadas como também um sinuoso jogo de palavras, quando chegamos em suas personagens mais vilanescas.

Inesquecível a maneira de se vestir, impecável dos pés a cabeça: casacos de pele, chapéus, vestidos de gala, gola imperial, mangas bufantes e longas! Tudo era feito na MGM para que Myrna parecesse uma rainha. E realmente ela ganhou este título de Louis B Mayer depois dos votos do público, ainda nos anos 30. Ao seu lado , como o Rei, estava o velho companheiro de vários filmes - Clark Gable, astro de primeira grandeza com reinado absoluto na época em que se tornava o Rhett Butler preferido pelas mulheres norte-americanas. MANHATTAN MELODRAMA(1934), o filme que John Dillinger acabara de ver quando foi assassinado, traz Loy, Gable e William Powell em uma trama que gira entorno do caráter e da corrupção. Temos que amá-la como a sonhadora Eleanor, que troca o frio Blackie(Gable) pelo bondoso e romântico Jim Wade(Powell). Como Billie Burke em THE GREAT ZIEGFELD(1936), novamente ao lado de William Powell(com quem trabalhou em 13 produções), é dedicada e doce o tempo todo. Despreocupada com o dinheiro do grande empresário, ela anseia apenas em ser amada e respeitada por ele

Houve um tempo, no início de sua carreira, em que deu vida a mulheres fúteis, frias e egoístas. Assim como as femme fatales ao estilo Theda Bara, com olhos pintados de negro, enfatizando sua face exótica. Indecente em VANITY FAIR(1932), perigosa em THE MASK OF FU MANCHU(1932), egoísta e fútil em MEN IN WHITE(1934) e adúltera em EVELYN PRENTICE(1934).  A crítica e o público preferiam vê-la como a boa moça, mas isso não impediu Myrna de realizar filmes onde eram explorados os valores errados do ser humano. Ela está assustadora em THE RAINS CAME(1939), no mesmo ano em que rodou mais um dos seis filmes da série THE THIN MAN. Assim como a maioria das atrizes, não suportava rótulos e certa vez disse, em tom irônico: "Eu devo ser a mulher perfeita mesmo: me casei quatro vezes, divorciei quatro, não tive filhos e nem sei cozinhar um ovo." Tinha verdadeiro pavor de sua carreira durante os anos 20, sempre como a vamp festeira e vazia. Durante anos Myrna Loy lutou para se livrar deste tipo de papel, pois achava que não a estavam aproveitando como deveriam. A favor dos direitos dos negros, adorada pelas mulheres e um sonho para os homens, Myrna Loy permanece no imaginário de todos os que assistem a um filme seu. Impossível esquecer aquela figura graciosa, cheia de delicadeza, feminina por si só. O Cinema tem dessas coisas: imortaliza a quem tem o dom de encantar. E certamente encantados ficamos.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Mais um selo!!!

E estamos aqui para divulgar mais um selo que ganhei, novamente da minha querida Letícia Magalhães!

Critérios: avaliar os blogs pela beleza, tanto do design quanto do texto escrito!

E os meus escolhidos são:

Cine Western Mania de Darci Ribeiro
All Classics de Rubi Tegani
Alguns Filmes de Marcos Rosa
Filmes, Filmes, Filmes de Danielle Carvalho
Sala Latina de Cinema de M.
Telecine Brasil de Maxx
Estrelas Que Nunca Se Apagam de Marcelo Bonavides
O Falcão Maltês de Antonio Nahud Junior
As Tertúlias de Ricardo Leitner
Experimento Noir de Sandrix

Selo Versatile Blogger!!




 A Letícia Magalhães, do blog Crítica Retrô, me presenteou com este selinho. Obrigada, querida! Você está sempre lembrando de mim e eu aprecio muito isso!

Ao ganhar este selo, o blogueiro tem que falar 7 coisas sobre si. Então, vamos lá!!!

1 - Sou tão apaixonada pelo cinema clássico que nas minhas memórias estão dias em que deixei de comprar uma roupa legal, um sapato, só para investir em filmes e livros.
2 - Quando era criança, na escola as colegas caçoavam de mim por que eu gostava de ver estes filmes. Foi quando eu comecei a me sentir estranho no ninho.
3 - Quando tiver uma filha, colocarei o nome de "Laura", em homenagem ao film noir de 1944!
4 - Na adolescência, pouco antes de ir para a faculdade, comecei uma pesquisa sobre MPB, mas a paixão pelo Cinema falou mais alto e eu mudei de rumo.
5 - Meu celular é cheio de fotos de astros e estrelas do cinema clássico. Estou sempre mudando o papel de parede!
6 - Cheguei a fazer uma planilha para catalogar os filmes que tenho, em ordem alfabética!
7 - Comecei há poucos meses uma coleção de revistas de cinema antigas. Tudo para melhorar o grau das pesquisas que faço.

Cine Clássico, de Pablo Auísio
Sala Latina de Cinema, de M.
Experiemnto Noir, de Sandrix
Tertúlias, de Ricardo Leitner
O Falcão Maltês, de Antonio Nahud Junior
Por Que Você Faz Poema? de Herculano Neto
Telecine Brasil, de Maxx
Estrelas Que Nunca Se Apagam de Marcelo Bonavides
Morcegos de Dilberto L. Rosa
O Cinema Antigo de Jefferson Clayton Vendrame

Venham pegar seus selinhos!!!!!
Um abraço,
Daniele Moura.

OUR DANCING DAUGHTERS (1928)

Joan Crawford estrela este drama romântico onde seu personagem é uma menina rica, que não faz nada na vida. Festeira, permanece no clube até o sol raiar, bebendo e contando nos dedos quem caiu em seus encantos na mesma noite. Mas como odiá-la, mesmo ela sendo fútil deste jeito? É impossível!
...Não entenderam?
É que Joan cativa com sua Diana desde o início. Com um brilho nos olhos que mais tarde a transfomaria em das atrizes mais populares de Hollywood, revela o verdadeiro caráter de sua personagem quando surge Ben(John Mac Brown). Ao se conhecerem numa festa, os dois se apaixonam. Ele se encanta ao vê-la dançando, com uma roda de jovens aberta à sua disposição. Diana é a garota popular, mas não precisa de arrogância nem de maldade para isso. Ela é popular não só pela beleza, mas também pela vontade de viver, a energia, seu rosto sempre simpático. Ao lado de Beatrice(Dorothy Sebastian), sua melhor amiga, ela luta para ser amada pelo que é.

O filme trata da seguinte questão: o que vale mais num casamento? Uma mulher que finge ser recatada ou aquela que é sincera e assume que gosta de viver fora dos costumes impostos pela sociedade? Colocando dessa maneira, pode parecer ultrapassado, mas não é. Por mais sutil que seja nos dias de hoje, as mulheres ainda são cobradas pelo recato, pela discrição, mesmo que isto represente a sua infelicidade. Diana e Beatrice lamentam, choram uma para a outra da má sorte no amor. Norman(Nils Ashter) é apaixonado por Bea, mas quer que ela deixe de ser uma party girl e seja somente dele. Já Di perde Ben para Ann e seu jogo sujo, e a trama se desenvolve ao longo da batalha dessas duas jovens ao encontro do verdadeiro amor.

Maravilhosa atuação do trio de meninas Crawford-Sebastian-Page, com uma cor muito especial proporcionada pela vilã de Anita, invejosa e articulista ao máximo e que no fundo queria estar no lugar de Diana. Podemos dizer que a Ann de Anita Page é a Regina George do filme MEAN GIRLS(2004), de Tina Fey, considerando que se trata de uma história de conflito de jovens bastante semelhante, unindo-se à busca pela popularidade a qualquer preço e a descoberta, mais tarde, dos valores ideais. Valores estes que podem não trazer felicidade a uma vilã, porém reestabelece a aura blindada da mocinha protagonista.

Do mesmo produtor de THE EASIEST WAY, texto anterior a este, este delicioso filme foi dirigido por Harry Beaumont e traz Cedric Gibbons como Diretor de Arte, e que marcou a era de ouro da MGM com suas decorações luxuosas e belas. David Cox assina o rico guarda-roupa, recheado de lindos vestidos de festa, casacos de pele e tuxedos. A continuação, foram feitos mais dois filmes do gênero: OUR MODERN MAIDENS(1929) e OUR BLUSHING BRIDES(1930). Apesar de ser uma película bem agradável, com um ótimo elenco, não se pode fugir do detalhe do roteiro, que é bastante cliché e previsível. Destaque para Joan Crawford dançando o Charleston emcima da mesa, no início do filme: Joan trabalhou bastante sua dança em seus primeiros filmes e até o n´cio dos anos 30, fazia o papel da moça rica, heideira de grande fortuna, porém bom caráter. E assim, sua irresistível presença cênica se fez notar e despontar uma das maiores atrizes da História do Cinema.

Saiba mais sobre Dorothy Sebastian, aqui
Análise de MILDRED PIERCE, grande sucesso de Joan Crawford neste link

A festeira Diana e seus admiradores.


Um desfile de belos vestidos e um trio de atrizes ótimas!

Anita Page e o Art Decó de Cedirc Gibbons:  luxo!

A moderna Diana dança para seus amigos!

domingo, 13 de janeiro de 2013

THE EASIEST WAY(1931)

História de Cinderella ou da mulher que quer tudo fácil?
A personagem de Constance Bennett em THE EASIEST WAY(TENTAÇÃO DE LUXO) deixa certas dúvidas, já que a moça não é ruim. É uma menina de boa índole, que trabalha como vendedora numa loja de departamentos. Namora um rapaz vizinho de sua família, trabalhador, porém, pobre. Jovem loirinha bonita, logo cai nas graças de um "descobridor de talentos" que a quer modelando numa agência de publicidade. Laura Murdock(Bennett) aceita a aventura e pede demissão da loja. Logo começa a ganhar muito mais dinheiro e a fazer horas extras no novo emprego. Sua irmã Peg(Anita Page) é a típica jovem norte-americana de classe média baixa que sonha com o casamento. Seu noivo é Nick(Clark Gable em um pequeno papel), rapaz rude, com uma carreira não tão promissora pela frente.
As coisas começam a ficar nebulosas para Laura quando ela é escolhida pelo seu chefe, o rico publicitário William Brockton(Adolphe Menjou) como a melhor modelo. Os dois passam a jantar juntos e ela ganha presentes luxuosos dele, preocupando sua mãe. Como em toda família se encontra um boa vida, seu pai nem liga para o perigo que sua filha corre pois pedir dinheiro para ele é a solução encontrada para não voltar ao trabalho braçal. O namoradinho que já era desprezado por Laura agora é totalmente descartado, já que agora a moça vê um jeito de não passar mais sofrimento, porém...sua mãe não aceita e ela passa a viajar com Brockton como sua amante. Sua tortura é facilmente reconhecida pelo público através de sua expressão facial, sempre atormentada, como se soubesse que não estava a agir certo.
Dias de angústia e incerteza chegam mais perto quando ela conhece Jack Madison(Robert Montgomery), um jornalista de classe média e os dois se apaixonam. Laura o encontra pela primeira vez na fazenda para onde o amante a leva a fim de passar uns dias. Apesar de não ter nada a ver com a família, ela aceita, já que o dono é alvo de boas negociações de William. Então, o espectador revê aquela linda história do amor impossível, onde a mulher é a principal vítima e o sofrimento se instala quando sua grande paixão é confrontada pela vontade de ter uma vida financeira tranquila. Quem vencerá, então: o romance verdadeiro ou a vida confortável, sem amor? Laura é uma mulher boa e Jack sabe disso: ela é, através da bela aura imposta por Constance Bennett, a delicada menina que não teve a intenção de errar. O exemplo perfeito da femilidade e da bondade, que ganha o carinho até do amante endinheirado.


Em tempos sem Código Hayes, a mensagem do filme soa até estranha, quando se põe a mostrar qual o certo entre as vidas das duas irmãs. Enquanto Laura sofre as consequências de viver como amante de um homem rico, que não a assume, Peg constrói uma família aparentemente sadia com o marido Nick. Isso leva ao espectador crer que existe uma mensagem a ser passada neste filme p a de que a vida de Peg, a irmã pobre e dona de casa é a melhor escolha. Os fãs de Anita Page também irão estranhar este detalhe do filme: acostumada a viver garotas modernas urbanas, que vencem na vida de uma maneira torta, aqui encontramos Mrs.Page como uma mãe de família, que não enxerga nada além de seu futuro simples. Este papel é relativamente pequeno para ela, que já tinha estrelado ao lado de Joan Crawford em "OUR DANCING DAUGHTERS"(1928) e feito enorme sucesso como a artista de BROADWAY MELODY(1929). Mas ao contrário do esperado, é formidável ver esta atriz em ação como a moça da porta ao lado e sua atuação não deixa a desejar em momento algum. Anita é sempre crível e competente.

Dirigido por Jack Conway numa produção de Hunt Stromberg, também traz Clark Gable em pequenas participações, porém marcantes são suas cenas em que trata a personagem de Bennett com grosseria, mostrando a reprovação daquele homem em relação à "irmã errada" de sua esposa. É uma ótima opção para quem gosta de um bom drama e do trabalho destes atores